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13 de mai. de 2014

Sabores e Desventuras da Maternidade



A maternidade está envolta a diversas situações, as vezes boas, outras ruis, ela reserva sabores e desventuras. Com a ''mãe de Naim'' aprendemos quatro lições importantes.
A Primeira é Estar na Multidão Certa. O texto apresenta duas multidões. A primeira acompanhava Jesus, era o Cortejo da Vida, em Jesus temos  vida, esperança, fé e vitória. Ela entrava em Naim, significando que Jesus o bom pastor nos leva para o pasto, para o aprisco. A Segunda multidão acompanhava o defunto, era o Cortejo da morte, pois aquele jovem respresenta a derrota, a dor, o abandono, a tristeza. Ela sai de Naim, significando que o pecado,  o afastamento de Deus conduz para longe do alimento, da provisão, do cuidado de Deus. Quando elas se encontram, o cortejo da vitória truinfa sobre o cortejo da morte, agora o choro, a tristeza dão lugar à alegria e a esperança. Em qual multidão você tem andado?
A Segunda lição é Enfrentar as Realidades da Vida. Esta mãe chora a perda do seu filho único, ela já havia chorado a perda do marido, e a dor de não gerar mais filhos. Agora com o filho morto, ela iria chorar a dor de viver só. Quantas mães sentem essa mesma dor hoje? Mesmo aquelas que tem os filhos vivos, porém distantes sentem o peso da solidão, nem todas tem o marido para fazer companhia. Apesar de tudo mães, saibam que com Cristo você nunca estará só. Ele sempre estará contigo, todos os dias.
A terceira lição é Deixar Jesus Tocar o Problema. Jesus já havia consolado aquela mãe, porém agora ele se dirige para a raiz do choro, para o problema, o filho morto no caixão. Jesus não trata superficialmente e de longe, ele vai à fundo, remove e muda o centro do choro e da tristeza. Jesus se aproxima, ele gosta de proximidade, intimidade, comunhão. Depois ele toca e ordena a solução. O toque foi no caixão, mas a palavra de ordem foi para o moço. Jesus Devolveu o filho vivo, devolve a alegria, cancela o sofrimento que ela vivia. É isso que acontece quando deixamos Jesus tocar nosso problema. Por que carregar sozinho seus fardos (Mat 11.28-30). Deixe Jesus tocar sua vida, pare de fugir dele e do seu amor.
A Quarta lição é Propagar o Poder de Jesus. O primeiro sentimento que sobreveio sobre eles foi o medo. Quantas vezes deixamos que o medo impeça e atrapalhe os planos que Deus tem através de nossas vidas. Ficamos com medo de testemunhar, de assumir publicamente nossa fé, de convidar outros para estar na Igreja. Porém o medo logo deu lugar ao louvor, e passaram a glorificar a Deus, expressando a alegria do seu coração e reconhecendo o poder de Deus que havia sido presenciado. Não demorou para testemunharem, propagando o feito e o nome de Jesus por toda a judéia e arredores. Quando Deus age, o mínimo a fazer é testemunhar deste feito. Quantas vezes guardamos nos coração o que era para propagar aos outros para glória de Deus. Abra sua boca e fale do que Deus em sua vida.
Que esta mãe de Naim inspire nossas vidas e nos conduza à Cristo.
Pr. Elias Colombeli

6 de mai. de 2014

Família como Arca

       
        A Arca de Noé pode ser comparada a varias coisas, hoje vamos compará-la à Família. Ambas têm a função de salvar vidas, cumprir os planos de Deus. Em que a família é como a Arca?
A Família é projeto de Deus, mas de Execução Humana (Gen. 6.14,15,22). Assim como a Arca, foi Deus que projetou a Família (Gen. 2.7), podemos dizer então que a Família nasceu no coração de Deus, ele lançou os alicerces, chamou e comissionou pessoas, mas agora cabe a cada um dos membros executar este projeto. Se a Família fracassa é porque individualmente fracassamos.
A Família passa Por Momentos de Instabilidade (Gen. 7.17,18). A instabilidade na Arca está no tempo que ela vagou até as águas baixarem (Gen. 8.1-4). A Família de Adão e Eva esteve instável após a morte de Abel (Gen. 4.1-6), mas em Deus a Família de Adão superou e como eles podemos superar quantos problemas ainda vierem. O que gera instabilidade hoje na Família? Deus tem que estar no controle da Família; Cristo deve ser o Cabeça e o Espírito o dirigente.
A Família Abriga Uma Diversidade (Gen. 7.1-3). Na Arca havia gente, animais, aves, répteis, insetos, sendo cada um com seus hábitos próprios. Todos estavam juntos e juntos deveriam permanecer até poderem sair da Arca. Na Família há muitas diferenças de formação, costumes, hábitos, etc., e é preciso superar estas diversidades em prol do bem coletivo.
Na Família Ninguém é Descartável, todos são Importantes (Gen. 7.16). Todos estavam juntos e trancados, sem poder sair, apesar de tudo, neste pouco mais de um ano, nenhum foi jogado fora. As vezes somos tentados a achar que podemos descartar algumas pessoas da família, por exemplo, se o filho é desobediente, mandamos sair de casa; se o marido ou mulher desagrada é só arrumar outro(a); se os pais são quadrados, saio de casa e sigo minha vida.
A Família é um Local de Refúgio e Preservação (Gen. 7.23). Todo ser vivo morreu, menos os que estavam na Arca. Apesar de tudo, a Família ainda é o que preserva vidas, através da santidade no casamento, da obediência aos pais, dos valores cristãos. Fora da Família há morte, destruição, tristeza, infelicidade, se achamos que está ruim na família, imagina fora dela?
Noé com a Arca cumpriu o propósito de Deus para sua vida (Gen. 8.15-22),e nós também devemos fazer o mesmo com nossas Famílias. Deus não compactua com aqueles que destroem sua maior criação. Lute por sua família.
Pr. Elias Colombeli

29 de abr. de 2014

Esperança em Deus

       
 O ditado popular diz: “A esperança é a última que morre”. A esperança deve estar presente na vida de cada pessoa, motivando a buscar realizar seus objetivos, deve nos acompanhar até o fim de nossas vidas (1 Cor 1.13). Em Ezequiel 37.11 vemos que o povo de Israel já havia perdido a esperança. Pode ser que você já tenha perdido a esperança em algumas áreas de sua vida, mas há motivo para manter a esperança em Deus ‘‘Anima-te e fortalece teu coração’’ (Salmo 27.14).
Aquilo que Ezequiel estava vendo era um vale cheio de ossos (v.1), que estavam muito secos (v.2). Entendemos que ali estava algo que antes tinha vida, mas agora está destruído.
O primeiro passo para a renovação é quando Deus começa formar os esqueletos, aquilo que era uma desolação, agora começa a tomar forma. Em Gênesis 1.2 a Palavra descreve um cenário de desolação, de caos de desordem. Mas do verso 3 até o 10, Deus dá uma forma para a criação.
Depois de formar esqueletos, precisava mais um passo. Às vezes Deus não faz tudo de uma só vez para desenvolver em nós a perseverança. Deus começa uma segunda fase, Ele começa a cobrir esses ossos com tendões ou nervos, fazendo a carne cobrir e dar volume, por fim colocando a pele. De ossos ou esqueletos temos corpos bem definidos.
Em Gênesis 1.11-19 vemos Deus aperfeiçoando a ordem anterior cobrindo a terra de vegetação, plantas que deram sementes e árvores frutíferas. Criando o sol, a lua e as estrelas.
Se Deus tivesse parado de agir quando o corpo estava formado sua obra seria imperfeita. Faltava o principal, faltava a vida. A visão de Ezequiel contempla o momento mais crucial, o momento onde o agir de Deus traz vida para aquilo que estava morto.
Agora não são mais ossos, ou corpos lançados ao chão, um coração pulsa no peito, o sangue corre pelas veias, os pulmões inspiram e expiram o ar, há mover, existe ação, porque havia vida.
Em Gênesis 1.20-25 vemos Deus enchendo as águas de seres vivos, as aves cortam os céus em belos voos, surgem os rebanhos de animais, uma vida diferente da vegetal.
Se Deus tivesse parado, aqueles ossos seriam como um doente em um leito de hospital, como uma pessoa em coma. A profecia não termina enquanto os ossos não atingiram o padrão de Deus, ou chegaram a ser aquilo para o qual foram criados. Faltava para aqueles ossos se colocarem em pé e se transformarem em um exército lutando por uma mesma causa.
Em Gênesis 1.26-31 vemos Deus atingindo a perfeição na obra criadora. Até então ele criara vida, mas nenhuma tinha sua imagem e semelhança, nenhuma expressava exatamente tudo o que Deus era.
É assim que Deus age, a sua criação precisa chegar à perfeição. Deus não para de trabalhar enquanto não atingirmos sua semelhança. Ele não quer um vale de ossos, Ele não quer um esqueleto, Ele não quer corpos sem vida, Ele quer um exército em pé e pronto para a batalha.
Pr. Elias Colombeli

22 de abr. de 2014

Palavras da Cruz

     
PERDÃO. ‘‘Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo’’ (Lc 23.34). Mesmo no sofrimento provocado por seus algozes, Jesus não pensa lhes administrar justiça. Tampouco espera que tomem a iniciativa de pedir perdão por sua violência, para, então, os absolver. Jesus olha para eles e então dirige uma oração ao Pai. Nesta oração, pede perdão para aqueles que não sabiam a Quem matavam. A maldade deles vinha da ignorância. Não sabiam a Quem matavam.
Jesus nos ensina que perdoar deve ser o verbo da nossa vida. O perdão precisa ser unilateral e incondicional. Enquanto a gente esperar que o ofensor se humilhe, a inimizade continuará. Você quer perdoar? Pare de olhar para quem o ofendeu. O rancor só fará aumentar. Quer perdoar? Olhe para o Pai, que lhe perdoou.
  PROMESSA. "Hoje você estará comigo no paraíso" (Lc 23.43). Diante da promessa, precisamos nos perguntar se temos almejado o paraíso. A vida aqui anda tão boa... Ainda não realizamos alguns alvos em nossas vidas... Ainda não compramos nosso mais recente brinquedo tecnológico... O céu pode nos esperar e nós aguardaremos a última caravana para subir.
CUIDADO. “Aí está o seu filho”... “Aí está a sua mãe” (Jo 19.26-27). Jesus não teve bens. Tinha uma família, pela qual se preocupou. Do alto da cruz  vê sua mãe em lágrimas. Ao lado, um dos seus discípulos. Foram amigos, unidos pelo seu amor de filho e por seu amor de amigo. A amizade devia continuar.
DESAMPARO. ‘‘Eloí, Eloí, lama sabactâni?’’ (Mt 27.46). Se alguém se sente abandonado, Jesus é seu antecessor. Seu grito é um brado de identificação. Essa identificação do divino com o humano é uma palavra de conforto, quando lemos o resto do evangelho de sua vida. O Abandonado foi abandonado até o fim, mas foi resgatado no fim, quando não havia mais esperança humana alguma.
HUMANIDADE. ‘‘Tenho sede.’’ (Jo 19.28). Jesus não tem medo de sua humanidade. Embora fosse Deus, não dá uma de Deus. Prefere ser humano. Pensamos que o sofrimento todo não podia ser uma dor real. Diante disso, por que não nos queixamos que está doendo, se está doendo? Até nisto Jesus é modelo.
  METÁFORA. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Jesus, que perdera a conexão com o Pai, sentindo-se por Ele desamparado, agora restabelece o contato e ora. Entregar o próprio espírito a Deus é afirmar-se pronto para morrer.  Também passamos pelo Getsêmane, mas, como o nosso lugar não é lá, somos dele libertados na sexta-feira. Também passaremos pelo Gólgota, mas, como o nosso lugar não é lá, dele seremos retirados no Domingo da ressurreição.
  COMEÇO. ‘‘Está consumado.’’ (Jo 19.30). É como se dissesse: “Pai, obrigado. Tudo saiu como planejamos”. Na cruz oferece gratuitamente ao ser humano a oportunidade de ser salvo e derrama sobre todos da graça salvadora.
A paz, proferida pelos lábios de Jesus e exposta no seu corpo, é plenamente possível.
Adaptado

15 de abr. de 2014

Esperança para o Mundo

     
Algumas histórias são difíceis de acreditar. Elas podem parecer boas demais para serem verdade, ou muito ruins para serem aceitas. Mas como reagimos a uma história que, vivida a muito tempo, tem pontos em comum com a vida  como a conhecemos e como desejamos que ela seja?
A promessa feita à Eva em Gênesis 3.15 e concretizada em Maria reflete o drama e a beleza de uma história de esperança. Olhando para esta história vamos aprender a ver com maior clareza as nossas próprias escolhas, à espera de serem feitas.
Imagine-se vivendo num mundo perfeito. Sem dor ou qualquer tipo de doenças, com relacionamentos saudáveis e perfeitos, vivendo num mundo sem conflitos entre nações, sem atos de terrorismo, sem escândalos políticos. Pelo televisor chegam notícia boas em lugar de calamidades. Isso seria muito bom, mas não existe um mundo perfeito. Porém como seria se ele fosse de fato perfeito?
Adão e Eva eram pessoas perfeitas num mundo perfeito e tinham um relacionamento impecável com seu Deus, o seu Criador, e entre eles mesmos. Ao olhar para eles, vemos a condição para a qual fomos criados, como Deus queria que cada um de nós fôssemos.
Mas vemos neles aquilo que a humanidade escolheu se tornar. Deus pediu para não comer da árvore do conhecimento, porém aquela mordida teve consequências graves. A escolha trouxe maldição. Eles foram separados de Deus, e desde então não só eles, mas todos nós. O relacionamento com o Criador foi destruído. Eles sofreram consequências no relacionamento conjugal. As lutas, a dificuldade do bom relacionamento demonstram como a desobediência foi devastadora. Eles foram separados da natureza a qual era uma fonte de bênção. Hoje lutamos contra as ervas daninhas, o trabalho se tornou uma fadiga e o mundo não é bom para nós.
Mas Deus não os deixou sem esperança. Ele incluiu uma promessa naquela maldição. O Redentor se levantaria para derrotar o mal. Na pequena aldeia de Nazaré, a cortina da história se abre para uma cena que vai o curso da história e das vidas de milhões de pessoas. O Redentor é anunciado.
Em uma estrebaria Maria deu à luz Jesus, o Santo de Deus, o Redentor capaz de transformar vidas, de mudar o mundo, de restaurar o homem caído e mudar a história. Jesus o único que iria salvar o Seu povo dos seus pecados. O Redentor prometido a Adão e Eva que seria capaz de restaurar o relacionamento pessoal com Deus, o nosso Criador.
Aquele que quebrou a maldição da morte e nos libertará da maldição da alienação para sempre. Ouça a sua voz clamando nas escrituras “não se turbe o vosso coração, credes em Deus, crede também em mim”. (João 14.1)

8 de abr. de 2014

Manifestação e Consequencia do Mal

       
A origem do mal está na pessoa e obra de Satanás, que ainda continua manifestando suas obras na vida de pessoas, influenciando-as a causar destruição. Apesar da ação e influência do mal ser realidade, não se pode afirmar que todo mal seja oriundo do Diabo. Em se tratando dos filhos de Deus será que ele pega mal olhado, a macumba o afeta, ele pode ficar possesso? O mal age sobre os filhos de Deus?
Primeiramente precisamos analisar o Mal Exterior (Num. 22.4-6). Os israelitas marchavam em direção a Canaã, isso trouxe pavor ao rei de Moabe que contrata os serviços de Balaão, que tinha fama de lançar maldição sobre os outros. O objetivo do rei, era enfraquecer o povo do Senhor para derrotá-lo.
Sabemos que Balaão não amaldiçoou, pelo contrário, abençoou a Isarel, o que deixou Balaque decepcionado. Isso mostra o fato de que sobre o povo do Senhor há um cuidado para não permitir que foças do mal vindas de fora os atinja.
Em 1 João 4.4-6, a Bíblia diz “aquele que está em vós é maior do que aquele que está no mundo”. O filho de Deus não precisa temer o mal olhado, a macumba ou qualquer outra maldição. Ele é selado pelo Espírito Santo que é maior que o maligno, pode assim ficar tranquilo, a maldição exterior não o atingirá.
Em segundo lugar devemos conhecer o Mal Interior (Núm. 25.1-5). Se o mal exterior não atinge o filho de Deus, ele precisa cuidar com o mal que brota do interior. Jesus disse que “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”. Balaão encontrou um meio de fazer Israel enfraquecer e ser destruído: fazer com que o mal que estava no coração deles fosse exteriorizado. Ao despertar o pecado nos seus corações eles mesmos se destruíram, passaram a seguir os desejos pecaminosos e se enfraqueceram.
Não podemos levar a vida na nossa maneira. Precisamos a cada dia lutar contra o pecado que habita em nós. Lutar contra nosso interior é mais difícil que lutar exterior. Jesus nos orienta a vigiar e orar, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Precisamos nos fortalecer interiormente, para que o mal que habita em nosso corpo, não se manifeste nos destruindo. Não se preocupe com o que tem de fora, cuido com aquilo que está dentro de você, que é muito mais perigoso.
Em terceiro lugar precisamos saber a Consequencia do Mal (Núm. 25.7-9). Não há o que esperar do mal senão a destruição. Mesmo que através dele haja vantagens, no final acaba-se pagando um juro muito caro, a própria destruição. Tanto Balaque quanto Balaão foram mortos.
A pessoa que não tem Cristo como Salvador fica vulnerável ao mal exterior  e ao interior, e assim passa a temer os chamados “trabalhos” que são feitos através de pactos com as forças do mal, pois o Diabo trabalha para quem paga mais. A Bíblia traz a libertação: “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1 João 3:8). Só o sangue de Jesus pode cancelar todo trabalho maligno feito para atingir uma pessoa.
As consequências do mal exterior só atingirá aqueles que resistem entregar suas vidas a Deus. Aos filhos de Deus, cabe lutar contra a semente do mal que ainda reside em suas vidas, e se brotar, produzira o fruto do pecado e da morte, pois é isso que o mal busca fazer (João 10.10).
O mal atua interior e exteriormente nos descrentes, e interiormente nos filhos de Deus. Como filhos de Deus podemos ficar tranquilos em relação ao mal exterior, temos que vigiar o mal interior, que brota do coração. Devemos seguir nossa vida com Deus, não menosprezando, nem tendo medo do Diabo.
Pr. Elias Colombeli

31 de mar. de 2014

Milagre e Providência


O azeite na Bíblia tinha como função iluminar, alimentar, ungir e era também um símbolo do Espírito (Isaías 61:1-3). No caso da mulher (2 Reis 4.1-7), o azeite era para preservar a vida e a união da sua família, evitando assim a dor, o choro, a tristeza, o abandono. A botija vazia era sinal de dificuldades a vista.
Milagre e providência acontecem quando temos consciência da necessidade. Essa  mulher era viúva de um profeta e não tinha posses. Estava falida, coagida, sem perspectivas, porém ela clamou por socorro. Ela aprendeu a depender de Deus e de seus milagres. Sabia que somente Deus através de seus homens santos, poderia trazer uma solução.
Na necessidade, ela não escondeu ou disfarçou a realidade. Ela estava em apuros, em tremenda necessidade, e assume esta situação. Quando ela se faz humilde, começa a surgir a providência. A consciência da necessidade surge da humildade.
Jairo e a mulher com hemorragia tinham uma grande necessidade, e a reconheceram diante de Jesus. Nem sempre nossa botija estará cheia. Devemos reconhecer e ter consciência da necessidade. Para isso, será importante uma atitude de humildade.
Milagre e providência acontecem quando temos consciência da possibilidade. Eliseu demonstra que ela seria abençoada a partir do que já tinha em casa (v. 2). Ela tinha apenas uma botija de azeite. Mas o que era isso diante do tamanho da dívida. Deus age a partir daquilo que temos em mãos. (João 6.9-13). O pouco, nas mãos do Senhor se torna muito.
Elizeu dá à viúva uma promessa de provisão (v. 3-4), o que exige dela ação, bom relacionamento e fé. Ela foi à casa dos vizinhos e pediu vasilhas vazias, fez isso crendo naquilo que Eliseu disse que aconteceria. Imagine a alegria dela ao final de cada vasilha que se enchia. Mas isso só foi possível porque ele creu, agiu e se relacionou.
Milagre e providência acontecem quando temos disposição para obedecer. Ela poderia ter questionado a si e ao profeta, mas ela simplesmente foi, entrou, fechou e encheu (v.5). A obediência é o pré-requisito da ação (1 Reis 17.15-16). Quando Jesus alimenta a multidão,  ele ordenou a ação dos discípulos (João 6.10), eles obedeceram.
A obediência leva a prestar contas. Ela vai a Eliseu e conta o que aconteceu. O resultado disso é a orientação certa do que fazer para bem aplicar os recursos vindos de Deus (v.7). Quando agimos sem prestar contas a Deus, corremos o risco de saber administrar bem aquilo que ele coloca em nossas mãos.  A obediência glorifica a Deus. O enchimento da botija não é para nossa ostentação, para satisfação de nossas emoções, para nos sentir superiores. É para glorificar o nome do Senhor que é o sustentador de nossas vidas.
Como está a sua botija? Tenha consciência da necessidade e da possibilidade e obedeça. Assim o milagre e a providência estarão em sua vida.
Pr. Elias Colombeli

25 de mar. de 2014

O Primeiro Passo

     
Todos nós gostamos de vitórias, queremos conquistar algo novo, superar velhos problemas e viver assim uma nova vida. Todos querem trilhar um caminho de vitórias. Depois 430 anos de escravidão Israel está livre para caminhar em direção à terra prometida por Deus. Gerações após gerações de espera, e agora havia chegado a hora da partida em busca da bênção.
Nessa caminhada contavam com a presença de Deus na forma de uma nuvem para guiá-los durante o dia, e na forma de uma coluna de fogo para iluminar a noite. Tudo ia bem até eles acampar diante do mar e Faraó com seu exército se aproximar e trazer pavor. Porém é nessa circunstancia que eles vão começar a trilhar o caminho da Vitória.
Havia um caminho mais curto, seguro, conhecido e rápido, mas nem sempre o caminho mais fácil aos olhos humanos é o caminho que devemos seguir. Diante de uma guerra seriam facilmente derrotado ou poderiam facilmente voltar ao Egito. Havia ainda duas rotas alternativas pelo meio do deserto, o que era inviável. Deus então cria um novo Caminho.
Temos que ter cuidado com os caminhos fáceis, comuns, corriqueiros. Os caminhos que todos trilham, nem sempre levam onde Deus quer que estejamos. Jesus disse que devemos andar pelo caminho estreito. As vezes é nos melhores caminhos que acontecem mais acidentes. Ande pelo caminho que o Senhor está mostrando, Jesus é o caminho (Jo 14.6)
A prática do clamor agrada ao Senhor, porém havia chegado o tempo da liberdade em direção à Terra Prometida, agora era a hora de agir. No entanto a proximidade do exército egípcio, os fez olhar para traz e clamar. Moisés pede calma e fé, pois Deus estava dizendo que era a ora da ação. O povo deveria marchar, e Moisés erguer e estender a mão com a vara sobre o mar para abri-lo.
Temos que entender que tem momento de clamar e momento de agir para experimentar o resultado do clamor.  Falhamos em não saber quando é momento de agir, ou quando agimos sem ou em lugar de orar. Em cada realidade devemos saber se vamos orar ou agir.
Humanamente estavam sem saída e era hora de fazer alguma coisa, eles deveriam marchar. Mas a questão é para onde? Pelo meio do mar em terra seca. Eles agora deveriam decidir dar ou não o primeiro passo. Obedecer ou não á ordem divina.
Esta decisão os levou ao caminho da vitória: Crer na palavra de Deus; obedecer à orientação de seu líder e agir com fé. Dar o primeiro passo exige: crer, obedecer e agir. Para mudar nossa história de vida, precisamos crer, obedecer e agir.
Quando damos o primeiro passo, o Senhor nos ajuda. Ele entregou seu Filho por nós. Ele mostrou o caminho. Agora o resto é conosco. Por isso, dê o primeiro passo.
Pr. Elias Colombeli

20 de mar. de 2014

Deus Permite Recomeçar

       
Lemos em 2Cor 5.17 que ao estar com Cristo nos tornamos uma nova criatura, o que era velho já passou, novas coisas surgem. Quando nos lembramos de Pedro, e da sua negação de Cristo, vemos que a sua história não termina com esta mancha negativa em sua vida, pois o próprio Cristo negado, restaura a Pedro permitindo a ele um novo começo (João 21.15-17). Assim há muitas outras referencias de pessoas que puderam recomeçar pela graça de Deus.
Precisamos entender que só é possível recomeçar porque Deus assim nos permite. A nossa vida em todos os aspectos tem em Cristo uma nova oportunidade. Não importa o que tenhamos vivido até aqui, se de coração e com sinceridade que buscamos um recomeço, Deus assim nos ajudará e poderemos viver em uma realidade diferente e melhor do que a atual.
Como Igreja estamos celebrando nosso 24º ano de organização. Desde 17 de março de 1990 temos vivido bons e não muito agradáveis momentos. Talvez dentre todas as mudanças que experimentamos, hoje estamos vivendo a mais drástica de todas. Tivemos sucessões pastorais, saída e chegada de membros, abertura e fechamento de novos trabalhos, adequações do nome da Igreja, mas mudança de sede é a primeira.
Só a mudança em si exige um recomeço, somando a isso a necessidade de adequações no espaço físico e a reorganização de atividades eclesiásticas, a necessidade de um recomeço é mais evidente. É desta forma que temos entendido os planos de Deus para a Igreja Batista no Morumbi, Ele está permitindo que recomeçemos.
Vamos aproveitar esta oportunidade, vamos aprender com os erros para não mais cometê-los. Vamos nos unir se antes houve desunião. Vamos nos amar se antes houve acusação. Vamos nos envolver se antes houve omissão. Vamos caminhar em santidade se antes houve pecados. Vamos buscar o Reino de Deus se antes se buscou o meu reino.
Queremos convidar você a participar deste recomeço, pois entendemos que a Igreja Batista no Morumbi é você com os outros membros. Assim cada um se torna parte integral neste processo. Não pense que o recomeço será feito apenas pela pessoa do seu lado, pelo contrário, ela precisa de você.
Queremos desafiar àqueles que têm estado conosco, participado da vida da Igreja sem, porém ser parte efetiva dela, que aproveitem este recomeço e decidam abraçar esta causa conosco. Se ainda não, entregue sua vida a Cristo, se já o fez, peça o batismo e torne-se membro do corpo. Recomece sua vida conosco.
Pr. Elias Colombeli

23 de fev. de 2014

Seguir o Mestre


Conta o relato de um turista que em visita as terras de Israel observa de dentro da condução um homem nos campos lidando com o rebanho de ovelhas. Algo o intrigou no comportamento do até então pastor daquelas ovelhas, que o fez se dirigir ao guia da excursão e dizer: ‘‘sempre ouvi que em Israel as ovelhas seguem seu pastor, assim sendo ele vai á frente e as ovelhas após, mas observo que aquele pastor está indo atrás das ovelhas, o que há de errado?’’. Ao ouvir isto o sábio guia lhe responde: ‘‘o que você ouviu de fato é uma verdade, aqui os pastores vão à frente do seu rebanho e as ovelhas o seguem, mas o que o senhor observa não é um pastor, aquele é o açougueiro’’.
Seguir o nosso Mestre, Jesus Cristo, não é uma tarefa simples, é preciso disposição, renuncia, determinação, dedicação. Nós como seus discípulos temos que aprender lições preciosas sobre como agradar ao nosso Mestre. Muitos querem segui-lo, porém quando ouvem as condições impostas, acabam desanimando ou até colocando obstáculos.
No texto de Lucas 9.57-62 vemos três lições que o Mestre ensina para nós como seus discípulos.
A primeira aprendemos de um homem disse a Jesus que o seguiria aonde quer que Ele fosse. Em resposta Jesus lhe disse que não tinha um lugar onde descansar a cabeça, ou seja, aquele que quer seguir a Jesus não pode pensar em desfrutar de certas mordomias e seguranças, assim como as raposas tinham suas tocas, as aves seus ninhos. Para seguir a Jesus é preciso abrir mão daquilo que estamos tão apegados e que não deixaríamos por nada.
A Segunda aprendemos de um outro homem que foi convidado por Jesus para segui-lo, o qual diz que primeiro precisaria sepultar seu pai. Para seguir a Jesus não podemos deixar para amanhã, pro mês ou ano que vem, é preciso uma disposição imediata. Talvez o pai deste homem não havia morrido ainda, o que ele estava propondo a Cristo é só depois da morte do pai, ele então poderia cumprir o chamado para segui-lo.
A terceira aprendemos de uma proposta feita por um homem que primeiro queria se despedir da sua família, ele achava que precisava dar uma explicação ou satisfação da decisão que estava tomando. Quando Jesus nos chama para segui-lo, não precisamos contar com a aprovação ou permissão de nossa casa. Em muitas situações os familiares não concordam nem apóiam esta decisão, colocando-se contra o desejo de seguir a Cristo.
Ao decidir seguir a Jesus, não podemos vacilar e querer voltar atrás. Com Jesus temos que olhar e andar para frente. O que ficou no passado nem Deus mais se importa. É preciso começar uma nova história da presença do Mestre. Como discípulos temos que seguir a Cristo de todo coração sem colocar obstáculos nessa jornada.
Pr. Elias Colombeli

16 de fev. de 2014

Dons Espirituais

   
Quando pensamos nas capacitações que temos ou recebemos para servir à Igreja em um ministério, precisamos fazer uma diferenciação entre dois termos: dom e talento. O primeiro é uma capacitação sobrenatural dada pelo Espírito Santo àqueles que nasceram de novo e podemos encontrar descrita na Bíblia. O segundo é uma habilidade natural que qualquer pessoa pode desenvolver independente de nascer de novo. Ser um bom atleta, escritor, músico, pintor, etc. é ter talento natural. Mas para ser um bom cristão envolvido no serviço é preciso ter dom espiritual.
Ao olharmos o N.T. vemos que o termo “dom” ou “dons” vem de duas raízes do grego. A primeira é dorea que significa dom, dádiva, presente. A segunda é charisma que tem uma abrangência maior de significado: 1. favor que alguém recebe sem qualquer mérito próprio; 2. dom da graça divina; 3.dom da fé, conhecimento, santidade, virtude; 4. economia da graça divina, pela qual o perdão do pecados e salvação eterna é apontada aos pecadores em consideração aos méritos de Cristo conquistados pela fé; 5. graça ou dons que denotam poderes extraordinários, que distinguem certos cristãos e os capacitam a servir a igreja de Cristo. A recepção desses dons é devido ao poder da graça divina que opera sobre suas almas pelo Espírito Santo.
  Há na Bíblia algumas referências que expressam os dons. A primeira é Romanos 12.6-8 onde ao todo são listados sete dons: de profecia, serviço, ensino, encorajar, contribuir, liderar e ser misericordioso. A segunda é 1 Coríntios 12.7-10 onde são listados nove dons: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, cura, milagres, profecia, discernir espíritos, línguas e interpretação de línguas. No mesmo capítulo 12.28-31 nos são apresentados mais oito dons: apostólico, profecia, mestre, milagres, cura, socorro, administração e línguas. Fechando a lista encontramos em Efésios 4.8-11 mais cinco que já são conhecidos por nós: apostólico, profecia, evangelista, pastor e mestre.
Nestas relações encontramos a repetição dos dons de apóstolo, cura, línguas, mestre milagre e profecia. Ao todo são vinte e um dons diferentes (há outras relações que variam entre vinte e vinte e cinco dons) que o Espírito pode conceder à Igreja para que ela cresça no seu ministério.
Partindo do pressuposto que cada pessoa que tenha sido selada com o Espírito Santo tem pelo menos um destes dons (podendo ser dotado com mais de um, isso conforme a capacidade) podemos afirmar que há muitas alternativas para se envolver com o ministério da Igreja. A variedade é grande, basta o Espírito Santo encontrar corações abertos para receber estes dons espirituais. Você está disposto a ser usado pelo Espírito Santo?
Pr. Elias Colombeli

10 de fev. de 2014

Fonte de Crescimento e Maturidade


Em Efésios 4.11 e 1 Coríntios 12.28 vemos as funções que são a fonte do crescimento numérico e da maturidade da Igreja. Em Cristo a Igreja deve estar unida para que receba dEle pelo Espírito os dons necessários para o progresso do seu ministério, pois o Senhor glorificado é a fonte de todos os dons, capacidades, habilidades e instrumentalidade que o Corpo precisa. No verso 11 de Efésios ele apresenta-nos as cinco funções para preparar e aperfeiçoar a Igreja a fim de realizar a “diaconia” ou serviço com vista à edificação do corpo, seu crescimento, sua união e maturidade.
A primeira função é de Apóstolo. Era um Mensageiro, um desbravador, alguém que ia a frente abrindo caminho para os outros. Alguns foram chamados “apóstolos”: Paulo, Barnabé, Tiago. Uma das qualidades para o apostolado era ter visto o Senhor ressurreto, e de ter sido enviado por Ele, e assim, ter assumido pessoalmente o compromisso ao trabalho de edificação da Igreja. Infelizmente hoje, os apóstolos modernos estão muito longe da função original. Hoje é uma questão de status, de primazia, de títulos, é uma maneira de se sobressair em detrimento a outras pessoas.
A segunda função é de Profeta. Eles estavam ligados aos apóstolos na obra de edificação da Igreja, por isso não desempenhavam seu ministério de forma isolada, mas se destacaram como homens de fala inspirada, ministério este que foi muito importante para a jovem igreja. Sua grande obra era proclamar a palavra de Deus, fortalecer a Igreja pela palavra de exortação. Juntamente com o ministério apostólico, o profético foi diminuindo com as novas geração da Igreja. Sua obra era receber e declarar a palavra de Deus, o que era vital antes de ter-se um cânon das Escrituras.
A terceira função é de Evangelista. Seu trabalho era uma obra itinerante de pregação orientada pelos apóstolos. Eles se tornaram o que podemos chamar de “força missionária da Igreja”. Eram os mensageiros da salvação através de Cristo, em uma função diferente dos apóstolos.
· A Quarta função é de Pastor. Aquele cujo cuidado e controle outros se submeteram e cujos preceitos eles seguem. As tarefas do pastor são: ficar atentos aos inimigos que tentam atacar; defender o rebanho; curar os feridos e doentes; achar e salvar o perdida ou preso; amar o rebanho.
A quinta função é de Mestre. O professor, alguém que ensina assistido pelo Santo Espírito a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem. Em um tempo de tanta pluralidade, liberalismo e autoconfiança muitas pessoas estão dispensando os mestres.
Os Apóstolos, Profetas e Evangelistas são chamados no que diz respeito à Igreja universal, já os Pastores e Mestres são chamados a ministrar na Igreja local através de funções e dons espirituais. Apóstolos e Evangelistas têm a tarefa de plantar Igrejas em cada lugar, os Profetas de trazer uma palavra específica de Deus para uma dada situação, os Pastores e Mestres são dotados para assumirem a responsabilidade pela edificação da Igreja dia a dia.
Pr. Elias Colombeli

5 de fev. de 2014

Igreja: Corpo de Cristo


Alguém descreveu o corpo humano como uma ‘‘incrível máquina’’ devido sua complexidade e as diferentes formas com as quais cada órgão interage com os demais na estruturação de sistemas como o respiratório e o circulatório - o que permite um perfeito funcionamento do corpo humano.
Mesmo sendo o corpo humano formado basicamente pelas mesmas estruturas, cada pessoa é um ser único, diferente de todos os outros seres em muitos aspectos, como é o caso da aparência externa, DNA, impressão digital, etc.
Talvez devido a essas características é que Paulo escolheu o corpo humano para descrever a Igreja de Cristo. Algo tão único, complexo, intrigante espetacular é usado para que nós tenhamos uma ideia de como cada um é importante para o cumprimento dos planos divinos na terra. Paulo não compara a Igreja a um animal, ou uma ave, ou peixe, ou planta, etc. Ele usa o corpo humano para expressar a importância da Igreja.
Em 1 Coríntios 12.12-26 o apóstolo faz uma brilhante descrição deste comparativo corpo-igreja, no verso 12 lemos ‘‘assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo’’. O destaque é a unidade que é expressa no texto (v.13,14). Apesar de ter muitos membros, o corpo é um só. Apesar de ter muitos dons na Igreja, foi um só Espírito que os deu. Assim como o corpo é a união de muitos membros, a Igreja é a junção de muitas pessoas com suas habilidades.
Em seguida Paulo passa a comparar a importância de cada membro para o corpo, fazendo paralelos entre pé e mão, ouvido, olho e olfato. Cada uma destas partes cumprem uma função específica para o corpo, e é justamente essa utilidade que traz a perfeição para o corpo. O pé não pode querer ser mão, nem o ouvido ser olho. É o cumprimento das funções específicas que torna cada parte relevante.
Em seguida nos é apresentada cumplicidade que há entre os membros. Os olhos precisam das mães, assim como a cabeça precisa dos pés. Esta interdependência é muito significativa na Igreja também. Não podemos pensar que podemos existir sozinhos, sem a comunhão com o corpo.
Por fim o texto nos ensina que nenhuma parte do corpo deve ser desprezada. Até mesmo aquelas que julgamos menos importante são úteis, se não fossem, não teriam sido colocadas no corpo. 
Você é importante para a Igreja. Sua presença, seu envolvimento, sua dedicação. Na Igreja todos são necessários. Não se desligue do corpo, ele te mantém vivo.
Pr. Elias Colombeli

26 de jan. de 2014

Vou Sair do Banco


Este ano é o ano da Copa do Mundo. Um misto de expectativa, apreensão, críticas e alegria toma conta do país. Além da população, políticos, empresários que estão envolvidos neste evento, há um grupo que está muito ansioso; os jogadores brasileiros.
Em 7 de maio o técnico Felipão divulga a lista final dos 23 jogadores convocados para a copa. Destes apenas 11 serão ‘‘titulares’’, ou seja, vão começar os jogos, os demais vão ficar no banco de reservas, alguns poderão entrar no decorrer das partidas, mas o que todos os ‘‘reservas’’ querem é conquistar a vaga de titular.
Deste a primeira concentração da equipe na Granja Comary, em Teresópolis, uma acirrada disputa vai começar entre os atletas. Não acredito que algum deles vai se contentar com a vaga no banco de reservas, todos vão lutar pela vaga de titular.
Estar dentro do campo nos jogos e defender a Seleção Brasileira é o sonho de todos jogador, pois isso atrai fama, mídia e dinheiro. Fazer o melhor, esforçar-se ao máximo, superar-se, será o sentimento que estará na mente dos 23 atletas. Quem está em campo não quer ir pro bando e quem está no banco quer sair para estar em campo.
Como Igreja estamos começando um novo ano, e podemos fazer alguns paralelos com o exposto acima.
Na Igreja também há uma lista de ‘‘convocados’’, estes são chamados por Deus ‘‘que nos salvou e nos chamou com santa vocação; conforme a sua própria determinação e graça’’ (2 Timóteo 1:9). Esta lista é para fazer parte do corpo de Cristo e proclamar as boas novas de salvação aos perdidos. Os que não aceitaram este chamado, perecerão eternamente sem Deus.
Na Igreja não há um número determinado de convocados, embora alguns acreditam ser 144 mil. Em Apocalipse 7:9 lemos que uma ‘‘grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas’’ estarão em pé diante do trono e diante do Cordeiro. Você fará parte desta multidão.
Na Igreja não existe banco de reservas. Todos somos chamados para estar em campo. ‘‘Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa,  a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou’’ (1 Pedro 2:9). O chamado ao serviço é para todos, não só para o pastor ou os líderes. Cada crente precisa se envolver com o ministério da Igreja, colocar em prática suas habilidades e dons.
Você que é membro, já está convocado. Neste ano, saia do banco de reservas, vista a camisa, entre em campo, dê o seu melhor.  Sua Igreja precisa de você.
Pr. Elias Colombeli

17 de dez. de 2013

Tudo se Fez Novo


O texto bíblico de 2 Coríntios 5.17 diz que ‘’Se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas velhas já passaram, e surgiram coisas novas’’. Esta é uma das consequências do ministério de reconciliação que Jesus veio para executar em relação à humanidade caída e condenada ao inferno. As coisas do velho homem não podem entrar no Reino de Deus, por isso é preciso que surjam coisas novas, surja uma nova criação, ou que tudo se faça novo, e assim andemos em ‘’novidade de vida’’ (Romanos 6.4).
Ao chegar ao final de mais um ano, nos concentramos da expectativa do novo que virá, entendemos a necessidade de corrigir os erros e aprender com eles, mas o fato é que toda a nossa atenção se volta para o novo. Deus sempre tem algo novo para nós como seus filhos, Cristo espera algo novo de nós como seus discípulos e o Espírito Santo exige algo novo uma sendo nós templo de Sua habitação.
Gostaria de refletir sobre a ideia no novo para nós como Igreja instituição. Ano que vem faremos 24 anos de organização, não podemos dizer que somos uma igreja nova, porém não somos antiga, estamos no meio do caminho. Quero propor uma pergunta: O que nossa Igreja pode esperar de novo? Talvez um novo ministério pastoral. Quem sabe o surgimento de novos ministérios. Ou ainda uma renovação doutrinária.
Mas como Igreja o novo em 2014 será em relação a Sede da Igreja. Depois de longos anos de indecisão e possibilidades, aprouve a Deus fazer de 2014 o ano da mudança e do novo. Nesta semana teremos uma definição do quando estaremos estabelecendo a Sede da Igreja em outro local.
Agora mais do que nunca a expressão ‘’ano novo, vida nova’’ se aplica à nós como Igreja. Podemos aproveitar esta necessidade do novo da Igreja e fazer um propósito de permitir que Deus realize o novo em nós. A oportunidade para darmos uma guinada no nosso estivo de vida cristã está sendo aberta por Deus para todos nós.
Devemos aproveitar que estaremos deixando o velho para traz e transferir este conceito para todas as áreas de nossas vidas. Este é o momento de deixar o velho homem, as velhas manias, preguiça, desinteresse, falta de compromisso, mau testemunho, falta de fé, relaxamento, comodidade, fraqueza, etc.
Jesus disse que não podemos colocar o novo no velho, pois aquele estraga este e os dois acabam se perdendo. O novo deve ser colocado no novo (Mateus 9.17). Isso significa que se queremos levar uma nova vida, não podemos conservar velhos hábitos e pecados. Se queremos uma vida de santidade, não podemos continuar alimentando o pecado.
Em 2014 vamos iniciar a ‘’construção’’ de uma nova igreja, mas para isso dar certo, não podemos continuar com os velhos ranços religiosos que trazemos até aqui. Vamos precisar de pessoas realmente renovadas pelo Espírito, para que tudo se faça novo.                
Pr. Elias Colombeli

8 de dez. de 2013

Deus, Obrigado!


Mais uma vez estamos chegando ao final de mais um ano. Como você chegou até aqui? Alcançou todos os objetivos que havia proposto? Se considera bem sucedido? Seu crescimento espiritual foi significativo? Está preparado espiritualmente para se encontrar com Deus?
Deus disse para Josué “Não se aparte da tua boca o livro da Lei, medita nele, faça conforme está escrito nele, porque então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Jos 1.9). O segredo para o seu sucesso era uma vida centrada em Deus e em sua Palavra. Se você não respondeu afirmativamente as questões acima, talvez seja porque você não está obedecendo a orientação de Deus contidas na Sua Palavra.
Fim de ano é sempre momento de refletir sobre os erros, mas também de agradecer pelos acertos. De avaliar se valeu a pena fazer tudo o que fizemos. Se o tempo foi empregado de forma sábia. Se priorizamos aquilo que é mais importante, e que segundo Mateus 6.33 é o “Reino de Deus e sua justiça”.
Como Igreja chegamos bem ao final de um ano. Passamos junto com a família pastoral pela questão da saúde da Alice. As questões do terreno ainda nos preocupam, mas cremos que Deus dará uma solução. Os trabalhos na Congregação não andaram conforme expectativa, mas está ativo e glorificando a Deus com EBD e Mensageiras. A Capelania Prisional avançou durante este ano e no próximo queremos realizar batismo dentro dos presídios. Iniciamos o Grupo de Oração que será ainda mais forte em 2014. Não crescemos muito  numericamente (fechamos o ano com 63 membros), mas estamos no caminho para que o crescimento venha no próximo ano.
Uma coisa é certa, sem a participação, envolvimento, dedicação e compromisso de cada membro, a Igreja não chegará a lugar algum. Igreja é corpo, e no corpo todos precisam desempenhar sua função. Já pensou como se sente o corpo se o intestino resolve parar de funcionar?
Paulo diz em 1Coríntios 12 que se um membro do corpo sofre, todos sofrem com ele, se um é honrado, todos são honrados com ele. Igreja é isto, todos juntos. Aquele que se afasta do corpo, deixa de ser membro e deixa de  ser  alimentado pelo corpo. As pontas dos cabelos que são cortados, deixam de crescer, pois não estão mais ligadas ao corpo.
Pessoas se achegaram à Igreja neste ano, mas outras a deixaram. Esse movimento é normal, mas só uma coisa não pode acontecer: a porta dos fundos ser maior que a porta da frente.
Sem esforço, sacrifício, negação, não alcançaremos nossos objetivos pessoas e espirituais. Quando nos deixamos levar mais pelas coisas do mundo que pelas coisas de Deus, não alcançamos nosso objetivos.
O ano está acabando, mas já estamos com nossos olhos em 2014, pois será um ano de colheita, bênção, sucesso e realização, pessoal e coletivo.
Obrigado Senhor por 2013, nos abençoe em 2014.                        
Pr. Elias Colombeli

2 de dez. de 2013

O Dom do Perdão


Quantas vezes somos impedidos de viver a vida abundante no presente pelo simples motivo de estarmos revivendo experiências dolorosas que nos acorrentam no passado? Podemos ficar livres delas se aprendermos a: “Perdoar já - uma decisão urgente! Perdoar plenamente - um processo que restaura a alma, liberta das mágoas e traz de volta a alegria.”
O que significa perdoar: 1. Parar de culpar alguém por alguma ofensa ou de ter ressentimento contra o ofensor; 2. Cancelar ou anular uma dívida. A palavra "perdoar" nos traz à mente diversos  conceitos como "quitar”, "absolver", "anistiar", "isentar", "apagar", "desculpar" e "eximir".
No Novo Testamento grego há dois termos Que são traduzidos como "perdoar": aphiemi, que significa "remitir ou deixar de lado", e apoluo, "libertar, colocar em liberdade".
"Perdoar, enquanto ato, implica na deliberação de abrir mão de uma dívida emocional contra outrem. Enquanto processo, implica em trabalharmos nossas reações interiores até que a ofensa cometida deixe de ter importância para nós’’
"O perdão é fruto de uma decisão, não de um sentimento. Primeiro tomamos a decisão de perdoar, e só depois é que sentimos que já perdoamos. Não deixemos para perdoar só depois que "sentirmos" o perdão. Se o fizermos, talvez tenhamos de esperar muitos anos para perdoar”.
Devemos saber que perdoar é acima de tudo algo para o nosso próprio bem, para o bem daqueles que nos magoam e daqueles que sofrem em consequência de nossos sofrimentos.
O Perdão traz libertação, paz e bem estar físico e espiritual, àqueles que enfrentaram algum tipo de sofrimento emocional, e precisam libertar-se dos pensamentos e sentimentos negativos que tantas vezes nos acorrentam ao passado, tomando esse sofrimento um doer constante.
O Perdão baseia-se inteiramente nos ensinos daquele que disse: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" (Lucas 23.46). Assim temos de perdoar aos nossos ofensores porque Deus, por intermédio de Cristo, nos perdoou e por ele também nos capacitou a perdoar a outros. Dou graças a Deus pela realidade do seu perdão que me capacita a perdoar a outros.
Você está guardando rancor contra alguém, por achar que "não consegue" perdoar-lhe? Sente que já perdoou a uma pessoa ou grupo de pessoas, mas continua se lembrando da ofensa sofrida?
Faça essa Oração: “Senhor, tu perdoaste todos os meus pecados. Tú me livraste da penalidade do pecado. Pela tua misericórdia, minha dívida foi cancelada. Agora estou liberto e posso perdoar aos outros como tu me perdoaste. Em teu nome, tomo agora a deliberação de predispor-me a perdoar. Ajuda-me Senhor, ater sempre uma atitude de perdão”. Em nome de Jesus, amém.
Adaptado: Pr. Elias Colombeli

28 de nov. de 2013

Retorno à Palavra


Desde o primeiro regresso liderado por Zorobabel, e que teve como foco a “reconstrução do templo”, passaram-se 23 anos. O capítulo seis de Esdras termina com o povo celebrando a Páscoa e a dedicação do templo que foi concluído. “Aqui vemos que a prioridade era o culto a Deus e o restabelecimento da religião”.
O capítulo sete inicia após uma lacuna de 57 anos a contar do término da construção do templo. O personagem central daqui em diante é um homem chamado Esdras (auxílio, socorro), que vem para Jerusalém com a missão de “reformar o povo”. Agora a prioridade é “a caminhada prática com Deus e o arrependimento racial”.
Esdras tinha o desafio de reformar o povo através do retorno ao ensino da Palavra. Ao confrontar o pecado deles, o reavivamento acontece quando confessam o pecado e fazem uma aliança com o Senhor. Aqui aprendemos uma lição importante: A adoração no templo, sem obediência, não gera espiritualidade.
Considerando a Bíblia como Palavra de Deus, na qual está contida toda a revelação dEle para o ser humano e o fato de que Jesus observou que muitos dos nossos erros são fruto de conhecermos as Escrituras (Mat 22.29), devemos nos espelhar na história de Esdras para retornar à centralidade da Palavra.
Como temos educados nossos filhos? Cada pai e mãe tem sua filosofia sobre disciplina e educação de filhos, mas uma coisa é certa, se a Bíblia for excluída do processo de educação, a mesma será falha. Esdras era da linhagem sacerdotal e um escriba hábil na Lei de Moisés. Como vocês pais têm instruído seus filhos? A Palavra de Deus deve ser o alicerce de toda instrução.
O quanto nós adultos temos nos dedicado á Palavra? É comum ouvir justificativas diversas para o fato de não se ler e buscar conhecer as Escrituras. O alerta de Cristo (Mat. 22.29) deveria nos motivar, assim como Esdras, a estudar, praticar e ensinar as Escrituras.
O problema mais grave na Igreja hoje é a falta de conhecimento (Oséias 4.6) das Escrituras. Temos bons templos, bons líderes, boas condições financeiras, mas o conhecimento é fraco e devido a isso, muitos se desviam ou se perdem.
A pobreza bíblica de nossas igrejas assusta, pois quando surge algum modismo, os membros não estão preparados para reconhecer e rejeitar, mantendo-se na centralidade do Evangelho.
A falta da prática da Palavra em nossas igrejas, como já adverte Tiago 1.25, é consequência da falta de estudo e conhecimento. Diferente da grande maioria que nada sabe da Bíblia, a pequena parcela que conhece, acaba não vivendo aquilo que aprende.
O resultado deste desprezo pela Palavra se reflete no ensino da mesma. Não transmitimos (2 Timóteo 2.2) o que aprendemos e assim quebra-se a cadeia de discipulado.
Queridos, Deus nos chama a um retorno à Palavra: estudo, prática e ensino.
Pr. Elias Colombeli

30 de out. de 2013

Surgindo das Cinzas

       
A fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
O momento atual da Igreja nos leva a uma comparação com a lendária ave, precisamos como Igreja surgir das cinzas. No dia 24/10 recebemos a notificação que teremos que desocupar a propriedade onde está o templo, agora precisamos fazer um plano de ação para contornar esta situação.
Como a fênix ao entrar em auto-combustão (queimar a si mesma) o que sobra são as cinzas, de onde uma nova ave renasce, a Igreja precisa agora enterrar seu passado para renascer. Não adianta ficar remoendo os erros ou buscando achar culpados. Temos que colocar uma pedra sobre os quase 24 anos de história na Mário Filho e buscar novo começo.
Deus está confirmando isso, basta ver os sinais. Nesta Terça o templo foi usado para realizar o culto fúnebre da irmã Terezinha (esposa do João Clemente), não quero ser sensacionalista, mas isso soa pra mim como algo que Deus está nos mostrando, a necessidade de enterrar o passado. Dois dias depois chega a notificação oficial da desocupação do imóvel.
A fênix é capaz de carregar grandes cargas, creio que Deus está selecionando o grupo de pessoas que serão capazes de suportar o peso deste tempo, destas mudanças e ser capaz de tomar decisões importantes neste período. Precisamos de pessoas fortes, dedicadas, comprometidas, envolvidas. Neste momento, desculpe a franqueza, não há lugar para pessoas sem compromisso.
Mas a grande virtude da fênix é renascer das cinzas. Ai vemos mais uma vez os sinais se confirmam. Quando o batismo foi marcado para 27/10 na Igreja (três dias depois de receber a notificação), não sabíamos que o terreno teria que ser desocupado. Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia. A igreja foi ‘’sepultada’’ na quinta, mas hoje está renascendo nos batismo que serão ministrados.
Com estes batismos vemos a orientação de Deus para este momento, olhar para frente, buscar as pessoas que estão perdidas, investir em vidas e crer que Deus é capaz de fazer a nossa igreja ressurgir do pó. Embora o momento seja de frustração, Deus tem algo reservado para nós no futuro, e aqueles que acreditam nisso, estão sendo convidados a fazer surgir, mesmo que das cinzas, uma nova Igreja, que como a fênix é forte e capaz de se redescobrir.
É hora de nos unirmos, de levantar a cabeça, de parar de brincar com Deus e de ser cristão, de buscar a Deus com sinceridade e sem hipocrisia. O velho precisa dar lugar ao novo. Aproveite e renovo sua vida, suas atitudes, sua fé, sua forma de viver com Cristo. É hora de renascer das cinzas. Deus nos abençoe.                              
Pr. Elias Colombeli

13 de out. de 2013

Para quem Vivo?


O tema da campanha de Missões Nacionais é ‘’Vivo para a glória de Deus’’, isso me fez parar para refletir e avaliar para quem nós estamos de fato  vivendo? A resposta parece complexa, mas na realidade é bem simples. Basta observar o que tem ocupado seu tempo, pois, mesmo que você não concorde, vivemos para aquilo que dedicamos nossos esforços e interesses.
Viver para a glória de Deus exige de nós uma dedicação à Ele. É inconcebível alguém afirmar que vive para a glória de Deus se não investe tempo e esforços a este Deus.
Muitos que afirmam viver para a glória de Deus vivem na verdade para seus trabalhos. Não precisamos parar de trabalhar para glorificar a Ele, o que devemos fazer é usar este trabalho para glorificá-lo, porém se este trabalho tem nos afastado de Deus, é hora de orar por uma nova porta de emprego que permita, ao menos, estar participando das atividades e compromissos da Igreja.
Outros que pensam viver para glória de Deus, vivem para suas famílias. A família deve glorificar a Deus, não ser uma concorrente com Deus. O que acontece as vezes é que colocamos a família no lugar de Deus de tal maneira que meu viver não é para Deus, mas para ela. Cuidado para que sua família não te afaste de Deus.
Outro engano que cometemos é viver para as amizades em lugar de viver para a glória de Deus. Nossas amizades devem ser nosso campo missionário. Devemos nos relacionar com outras pessoas. Porém, o que acontece as vezes é que essas amizades tomam o meu tempo de tal maneira que não consigo estar na presença de Deus, ou em lugar de estar com a Igreja, passo todo tempo com eles. O problemas dos amigos é que se não os trazemos para a Igreja, eles vão nos levar para o mundo.
Há ainda quem afirme viver para a glória de Deus, porém vive para seu lazer e descontração. Podemos glorificar a Deus nos momentos de folga, mas quando investimos o pouco de tempo livre que temos em tudo, menos em Deus, nos complicamos. Quando deixamos de orar, de ler a Bíblia e estar na Igreja para usufruir de momentos de lazer acabamos nos esfriando espiritualmente.
Talvez o mais complexo é pensar que estar na Igreja é viver para glória de Deus. Muitos pensam que só o fato de vir para os cultos e outras atividades, contribuir com dízimos e ofertas estão glorificando a Deus. Ou ainda confundem o serviço na Igreja a frente de um ministérios com adoração a Deus. Nosso exercício ministerial é parte da glorificação do Senhor, mas não é tudo. Glorificar a Deus vai além de assistir um culto, assumir um cargo ou fazer qualquer outra coisa na Igreja.
Analisando quanto tempo gastamos com trabalho, com família, com amigos, com lazer e com a Igreja podemos concluir se vivemos para glória de Deus ou para nós mesmos. Deus não divide nem negocia sua glória, ou glorificamos a Ele ou a nós mesmos.                                  

 Pr. Elias Colombeli