30 de mar. de 2012

O Caminho da Paz




Jesus disse: Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo. João 14.27. Queremos paz! Este grito desesperado de socorro ecoa em todos os lugares. Já se foi o tempo em que somente as grandes cidades eram vítimas da violência. Hoje a criminalidade assola, destrói, traumatiza tanto pessoas como comunidades. A criminalidade com suas conseqüências trágicas afeta a todos. A sensação de insegurança perturba a todos os cidadãos de bem, que para se proteger, se trancam atrás de grades e de muros, como último recurso de uma tentativa desesperada de se manter seguros. Qual é o caminho da paz?

ENTENDER A ORIGEM DA VIOLENCIA – v.1-2. Isaías nos mostra uma realidade de escuridão, aflição, humilhação. Um povo andando em trevas e habitando em terras de morte. Viviam em um estado de incertezas, de falta de oportunidades, sem perspectiva de um futuro melhor. Assim se tornam agressivas e violentas. Será que existe uma explicação para a violência que vemos hoje?Sim existe. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a culpa não é só dos governantes. Essa situação já fora predita na Bíblia, que diz: “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24.12). A origem da violência é a escuridão espiritual que paira sobre os corações e mentes dos homens, fazendo com que a luz de Jesus não brilhe e ilumine suas vidas, o que os leva a agir e viver distantes da graça libertadora de Cristo. A ausência de Deus foi e sempre será a origem de todo ato violento. Se as pessoas hoje se voltarem para o Senhor, veremos a violência diminuir significativamente.

ENTENDER AS CONSEQUENCIAS DA VIOLENCIA – v.3-5. Isaías passa a nos mostrar as consequências da falta de paz: falta de alegria; falta de provisão; escravidão; castigo e morte. O remédio ou a solução para violência não é apenas passeatas e manifestações públicas. Não é só com atitudes exteriores que resolveremos o problema da violência. É preciso entender que a humanidade está enferma, e as consequências dessa doença é a violência. Mateus 15.19 diz: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios,furtos, falsos testemunhos.” Logo devemos combater a violência na sua origem - o coração dos homens. Enquanto os corações continuarem vazios de Deus não acabará a violência. Enquanto o príncipe da paz na pacificar cada ser humano, o mundo não terá a paz que deseja. Só há mortes, violência doméstica, estupros, e todos as formas de violência porque as pessoas que cometem estes atos não tem Jesus como seu Senhor e salvador. Vou dar dois exemplos: Paulo (Atos 9.1-2; 20-23) e o Carcereiro (Atos 16.22-24; 33-34).

ENTENDER A REAL SOLUÇÃO PARA A VIOLENCIA – v.6-7. Isaías nos diz que um menino nasceria e seu nome seria Príncipe da Paz e ele traria paz, retidão e justiça para sempre. Ou seja, a partir da presença de Jesus a paz reinaria na vida e nas relações da humanidade para sempre. A única solução para a violência é uma mudança interior, uma mudança nos corações e mentes. Em 2 Crônicas 7.14 diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” Aqui temos o caminho da paz: humildade, oração, busca e conversão. Enquanto isso não acontecer, a paz estará distante. Enquanto a arrogância dominar o coração do homem não haverá paz e teremos uma sociedade doente que continuará manifestando atitudes violentas. A tão desejada paz que todos nós queremos só será alcançada quando Jesus Cristo fizer parte verdadeiramente da vida de cada ser humano. Jesus disse que deixaria a sua paz, e a paz de Jesus é diferente da paz que o mundo tenta alcançar.

O caminho da paz parte do interior, no mais íntimo do coração do homem. A paz é fruto da presença de Jesus Cristo em nossas vidas e se efetiva nas ações exteriores. A capacidade de perdoar, a disposição de não se vingar, o oferecer a outra face só é possível quando Jesus habitar no coração. É hora mudar o olhar, deixar de olhar ao redor, para fora e olhar para dentro, olhar para o coração, pois é dele que sairá a paz que todos esperam. 

28 de mar. de 2012

PORQUE CREIO EM DEUS



Sim, creio em Deus de todo o meu coração, com toda a minha força e com todo o meu entendimento (Mateus 22.37).
Creio em Deus mesmo que ele não faça o milagre de que preciso.
Creio em Deus mesmo que escute a resposta a minha oração.
Creio em Deus mesmo que a depressão me ponha na cama.
Creio em Deus mesmo que o câncer corroa um órgão do meu corpo.
Creio em Deus mesmo que a minha causa justa não prevaleça.
Creio em Deus mesmo que o meu casamento acabe por causa de uma traição ou decepção.
Creio em Deus mesmo que meus filhos se desviem do caminho em que os ensinei e eu tenha que visitar um deles na prisão.
Creio em Deus mesmo que pastores o envergonhem, em troca de poder, dinheiro ou sexo.
Creio em Deus mesmo que ele me peça o que eu não lhe queira dar.
Creio em Deus mesmo que ele não recompense meus atos de justiça.
Creio em Deus mesmo que não valha pena crer nele.
Creio em Deus porque creio em Jesus Cristo, que me mostrou quem é o Pai (João 14.9).
Creio em Deus simplesmente porque sei, por experiência própria, que Ele é Deus (João 20.28).
Creio em Deus porque sei que Ele vive e que, no final, me levantará (Jó 19.25).

Extraído de Prazer da Palavra

26 de mar. de 2012

PORQUE SOU ATEU



Confesso que sou ateu.
Não creio num deus que abençoe negociatas, mesmo que os corruptos e corruptores afirmem que o seu esquema funcione graças a Deus.
Não creio num deus que ouça a oração de pessoas que fazem culto enquanto armazenam dinheiro corrupto em malas ou meias.
Não creio num deus que seja conivente com igrejas que disputam com outras quem terá mais membros, quem vai abrir mais igrejas, quem terá mais horário na televisão para ficar mais rica e seus seguidores (não de Jesus) mais pobres.
Não creio num deus que enriqueça pastores que garantam bênçãos que ele não promete.
Não creio num deus que aprecie templos abertos sem alvará, cultos que não respeitem a lei do silêncio, igrejas que não cumprem as legislações posturais e trabalhistas, como se estivessem acima do bem e do mal.
Não creio num deus que aceite a bajulação (a que chamam de "louvor") de pessoas que o sigam por causa de um milagre que esperam que ele faça, em forma de dinheiro ou de saúde.

Deste deus sou ateu. 

Extraído de Prazer da Palavra

Boletim 25 Março 2012


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Pr. Elias Colombeli

23 de mar. de 2012

Marcas de Jesus



Paulo diz (Gálatas 6.17) que trazia sobre seu corpo as marcas de Jesus. Os mestres-judaizantes queriam que os gálatas se voltassem contra Paulo e que fossem circuncidados (Cap. 5.2-6; 6.12-15). A circuncisão era um corte ao redor o prepúcio no órgão genital do homem. Continua sendo uma marca tanto de judeus e mulçumanos. Segundo os judeus, essa marca era necessária para salvação, mas era justamente contra isso que Paulo estava escrevendo.
Paulo discutia sobre marcas que escravos e soldados faziam com o nome ou o sinal de seu mestre. Ele podia falar com propriedade sobre as marcas em seu corpo, pois descreve em 2 Coríntios 11.23-27 o que sofreu por Cristo. Não é a marca da circuncisão, mas as marcas de Cristo que devem ser consideradas.
O texto nos mostra que as marcas de Paulo eram fruto do seu apostolado. As chicotadas, as varadas, as pedradas marcaram o corpo de Paulo. Ele tinha orgulho das cicatrizes que o identificavam com Cristo. Todos temos cicatrizes que são oriundas de algum ferimento e, portanto, não carregamos só no corpo, mas também na alma.
As marcas podem vir de uma frustração pessoal, de uma traição, de um ambiente violento e hostil, de palavras proferidas, enfim, não são só as pedras, paus e afins que marcam as pessoas. Aliás, estas marcas tornam-se cicatrizes, mas sem causar mais dor, ressentimento, ódio em quem foi ferido.
A maioria das pessoas não sofre por ter o seu corpo marcado, mas o que traz angústia e dor é um coração e uma alma marcados e feridos. Em alguns casos, essas marcas são tão profundas, que a pessoa pensa que não há mais solução e deverá viver para sempre com elas, mesmo que sejam desconfortáveis (Lamentações 1.20; João 12.27).
Não podemos pensar que a Igreja é o reduto dos sem marcas, daqueles que nunca sofrerão e que nada lhes toca. Isso é um grande engano, muitas pessoas que estão na Igreja lutam dia após dia com suas marcas, dilemas, frustrações e dores.
Paulo não diz literalmente, mas podemos pensar que ele sentia orgulho das suas marcas (Gálatas 6.11-16). Ele não se envergonhava da cruz e nem do Senhor da cruz. Mas estamos falando de marcas físicas, e não pense que você deve se orgulhar de suas marcas e feridas no coração ou na alma. Essas marcas que ainda estão vivas fazem mal precisam ser tratadas pelos Senhor Jesus, pois só assim, elas se tornarão apenas cicatrizes.
O processo de cura está em Isaías 53.4-10. O texto diz que Jesus levou sobre si na Cruz nossas enfermidades, nossas dores, feridas, ou seja, nossas marcas. Ao fazer isso Ele passou a ser aflito, oprimido e ferido. E no verso 5 Isaías afirma “e por seus ferimentos fomos sarados”. Podemos assim dizer que você não precisa conviver com suas marcas, ou se preferir, com suas feridas, Jesus já providenciou na cruz a cura para elas. O que precisa ser feito é levar suas feridas à Cruz.
Quando Jesus disse para tomar a cruz e segui-lo (Lucas 9.32) ele não queria que vivêssemos para sempre com uma marca, ferida ou peso sobre nós. A Cruz de Cristo liberta e não escraviza. Paulo não reclamava dela, pelo contrário, se orgulhava. A cruz liberta porque ela faz morrer em nós aquilo que desagrada a Deus, seja pecados, sejam dores, traumas, feridas. Quando vamos à cruz e deixamos sobre ela nossas dores, desfrutamos de um efeito libertador.
Foi pela cruz que fomos libertos do pecado e da morte. Foi pela cruz que tivemos acesso a Deus. É pela cruz que ainda hoje, Deus trata nossas feridas ou marcas (Gálatas 6.14). Estar crucificado para o mundo significa dizer que ele não tem mais efeito sobre mim. Assim sendo, quando levamos para a cruz nossas marcas, elas deixam de nos fazer mal. Se queremos nos livrar das marcas que estão em nossos corações e almas, precisamos passar pela cruz. Você pode hoje experimentar a cura, o alívio, a paz levando para a cruz as suas marcas.
Quantas e quais são as marcas que ainda estão em sua alma e coração que você não apresentou a Jesus e não as colocou sobre a Cruz? Por isso elas ainda hoje te causam dor, sofrimento, pesares. Indiferente da origem destas marcas, você precisa tomar uma decisão. Se você quiser que elas continuem te machucando, guarde-as em seu coração. Mas se você quiser cura, leve-as, coloque-as diante de Jesus.