31 de jan. de 2012
Informativo 29 Janeiro 2012
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Pr. Elias Colombeli
30 de jan. de 2012
Consequências da Desobediência
Jonas é um exemplo negativo de obediência ao chamado
de Deus. Ele vivia sua vida calma e tranquila em Samaria, ia a Igreja, orava, e
até trabalhava para Deus. Mas um dia, foi chamado para uma tarefa especial, ele
deveria ir e pregar contra a cidade de Nínive, pois seus pecados eram grandes
que exigiam a intervenção divina. Jonas então toma uma decisão: DESOBEDECER.
Ele vai para Társis o lugar mais afastado de Nínive que ele conhecia. Analisemos
quatro consequências dessa dosobediência.
PAGOU UM PREÇO. Não há chamado que não exija
de nós um preço. Quando Deus nos levanta para um ministério, está inerente a
ele o preço (Marcos 10.28-30). A diferença é que a obediência gera juros e
recompensa em relação ao preço pago, ela traz retorno. O texto de Jonas 1.3 diz
que ele “pagou, pois, a sua passagem”. O preço da desobediência é muito caro: as
cargas que lançaram ao mar, sua reputação manchada, causou pânico nos
marinheiros e deixou o peixe com fome. Deus está nos chamando assim como chamou
a Jonas. Esse chamado é para sairmos da zona de conforto e nos tornar bênção
nas mãos de Deus. Talvez você esteja sendo resistente, esteja fugindo, esteja
adiando como Jonas. Mas diante do chamado do Senhor temos que escolher se vamos
pagar o preço da obediência ou da desobediência.
ENFRENTOU A QUEDA. O chamado começa com a
expressão “levanta-te” (Jonas 1.2). Talvez Jonas estivesse acomodado e Deus
pede para despertar, acordar, levantar-se, sair do comodismo, começar a se
envolver de verdade. Mas Jonas, “levantou-se para fugir da presença do Senhor”.
Quando ele decide fugir ele inicia um caminho de queda, assim como Lúcifer em Ezequiel
28.12-19, e Adão em Gênesis 3. O capítulo 1 destaca por seis vezes o caminho da
queda de Jonas: 2 vezes (v.3); 2 vezes (v.5); 1 vez (v.15) e 1 vez (v.17). É
isso que acontece, inicia um caminho de queda livre que termina em lugar de
escuridão, angústia, sofrimento e morte. Para não acabar na barriga do peixe,
devemos obedecer ao chamado do Senhor. Não endureça seu coração como os
israelitas (Hebreus 3.7,15; 4.7). Levante-se para obedecer, pague o preço da
obediência, será muito melhor.
SE TORNAOU IRRELEVANTE. Jonas 1.4 descreve um
momento de crise, o verso 5 mostra que os marinheiros estavam em busca de uma
solução para a crise “clamavam cada um ao
seu deus, e lançavam ao mar as cargas”. Porém o único que não se preocupou
foi Jonas que “desceu ao porão do navio,
e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono”. Aquele que foi chamado para
honrar a Deus, agora era objeto de chacota “seu dorminhoco” diz o capitão do
barco. Que cena triste, a crise levando pânico, alvoroço, prejuízo material, as
pessoas clamando aos seus deuses, e o servo do Senhor dormindo. Mas essa cena
não está muito longe de nós, crentes irrelevantes, que não influenciam, que não
são benção. Temos que mudar isso obedecendo ao chamado de Deus. Há pessoas em
crise clamando por ajuda e socorro, e os servos fugindo, sem autoridade para
clamar ao nosso Deus para que essas vidas não se percam. Não seja mais um
crente irrelevante, obedeça ao chamado.
PRECISAOU DE UMA SEGUNDA CHANCE. Há uma frase que diz: “Não
há uma segunda chance de deixar uma primeira impressão”. Mas o nosso Deus é bom
e gracioso. O que seria de nós se não fosse a segunda chance. Precisamos
valorizar isso. Jonas se encontra no mar, prestes a morrer, mas não é isso que
acontece porque Deus lhe dá uma nova oportunidade. O que seria de Pedro, de
Moisés, de Elias e tantos outros se não tivessem recebido uma segunda chance.
Este servo precisa uma segunda chance, o peixe foi até lá e o devolveu em terra
seca. Jonas se arrepende, ora, se conserta com Deus. Então Deus o chama
novamente (Jonas 3.1) e agora ele obedece (3.3), Deus faz uma grande obra, a
cidade toda se converte, não por mérito de Jonas, mas porque Deus tinha um
plano.
Não
tenho dúvidas que Deus está chamando a cada um de nós para se envolver com Sua
obra e com o ministério da Igreja. Ele quer fazer valer o sacerdócio de todos
os crentes. Com certeza ele tem um trabalho que só você poderá fazer bem feito,
pois você é o que foi chamado e capacitado para isso. Se outro fizer este
trabalho, não será a mesma coisa. Seja como Isaías, diga “eis-me aqui, envia-me
a mim”. Você será uma bênção nas mãos do Senhor. Não duvide disso. Escolha
pagar o preço da obediência, pois o preço da rebeldia é caro e traz sérias
consequências.
27 de jan. de 2012
Desafios da Vida Cristã
A vida é
feita de desafios. Somos desafiados a vencer a jornada de trabalho, a vencer as
dificuldades que podem surgir, a vencer nossos próprios medos e incertezas. Os
desafios tem um aspecto importante no sentido de não permitir que nos
acomodemos, nos leva ao despertamento, a busca, a superação dos próprios
limites. Se a vida neste mundo é cheia de desafios, precisamos também conhecer
os desafios da vida cristã. No texto (Filipenses 2.12-16) o apóstolo coloca
alguns desafios àqueles que abraçam a vida com Cristo.
NÃO PARE. Desenvolver a salvação com
temor e tremor é o mesmo que crescer, progredir, aperfeiçoar, avançar na vida
com Cristo. É proibido estacionar. Não podemos parar. A ordem expressa do
Senhor é avançar (Filipenses 3.12-14). Temos muito ainda a aprender, a
aperfeiçoar, a obedecer, a santificar. Na escola da vida cristã, nunca há
formatura. Quantos estão parados na vida cristã. Quantos não estão deixando mais
que o Senhor os molde e mude, pois acham que já cresceram suficiente.
NÃO DEPENDA DE SI. Deus está trabalhando em
nós. Ele opera tanto o querer como o realizar. Tudo o que ele faz é segundo a
sua boa vontade, pois “boa, agradável e perfeita” é a vontade de Deus. Quando
olhamos ao nosso redor e observamos que todas as coisas foram feitas pelo
Senhor, isso nos dá a segurança para depender dEle (João 15.5; Salmo 127). A
autoconfiança tem afastados muitas pessoas de Deus. Todos devem depender da
graça de Deus. Precisamos entender que o Espírito Santo deseja trabalhar em nós
e a nosso favor, que a nossa força nada faz. É só Deus que pode agir em nós e
través de nós.
NÃO MURMURE. Queixas, reclamações,
fofocas, conversas tolas não ficam bem nos lábios dos filhos de Deus. Um dos
pecados mais graves de Israel no deserto foi a murmuração (Números 14.2). Murmuração
é reflexo de um coração ingrato e insubmisso. A pessoa que murmura precisa
urgentemente passar por um processo de santificação. A linguagem do cristão é o
louvor e a gratidão (Efésios 5.18-20).
NÃO APAGUE A SUA LUZ. O cristão não é um “zé
ninguém”, nem uma “vaca de presépio”, um omisso, um alienado, um lunático, um
marginalizado. De acordo com o v.15, o cristão é um luzeiro, é um farol que
brilha nele a luz de Cristo. Onde é que o cristão está brilhando? Dentro da
Igreja? Trancado em sua casa? NÃO. Ele brilha “no meio de uma geração corrupta
e perversa”. Isso nos faz lembrar de Mateus 5.13-16. Deus tem colocado os seus
filhos para serem luzes nesta hora caótica, crítica, difícil em que vive a
nossa sociedade. Quando as pessoas vivem nas trevas, nós temos a luz que pode
mudar suas vidas. Não deixe o pecado apagar a luz de Jesus em sua vida.
NÃO PERCA A ESPERANÇA. Com a expressão “no dia de
Cristo”, Paulo está se referindo à volta do Senhor. Para muito pode parecer que
esse momento está demorando e parece ser algo tão distante, a ponto de
fraquejar na fé. Toda a nossa vida cristã tem uma forte motivação: Jesus Cristo
voltará. E quando ele voltar, receberemos das suas mãos a coroa da glória. O
Apocalipse nos qualifica como vencedores. Precisamos perseverar, não podemos
fraquejar, para viver a vida cristã precisamos de estímulo, de coragem, de
esperança.
Vida
cristã é diferente do momento da conversão e de salvação. A vida cristã é
consequência desse novo nascimento. Jesus nos dá uma nova vida, e essa vida
precisa se desenvolver. Crescemos na vida cristã por meio do discipulado, e a
medida que vamos crescendo ganharemos muitos das trevas para a salvação, e
avançaremos em direção à vinda do Senhor Jesus. Avance na dependência e na força
do Senhor, usando seus lábios para glorificar a Deus, tornando-se luz no meio
das trevas e mantendo a esperança da vinda de Jesus para buscar sua igreja.
26 de jan. de 2012
O Amor Motiva a Servir
Que relação há entre o ministério cristão e o amor? É
possível desenvolver o ministério sem a manifestação, a influência do amor? Em outras
palavras, podemos ser crentes envolvidos com a igreja sem amor por ela e por
Jesus? O texto bíblico (João 21.15-17) mostra que Pedro estava vivendo um
momento de crise, e disse “vou pescar”. Com ele os discípulos que, desanimados,
voltaram à velha atividade: foram pescar. Após uma noite frustrante, bem cedo
Jesus os visitou e ordenou-lhes que lançassem a rede à direita do barco, e
assim tiveram sucesso, pescaram 153 grandes peixes. Com grande amor, Jesus
ofereceu ao grupo uma gostosa refeição: pão e peixe. Então ele começa uma
conversa com Pedro, um papo sério, íntimo, de reconciliação e restauração.
A IMPORTÂNCIA
DE AMAR A DEUS. Em que consiste este amor a Deus? Amor é entrega. Amor é completa e
total rendição. Amor é obediência. É ser como Paulo que não foi desobediente a
visão celestial quando salvo por Jesus. Amor é renúncia. É afirmar: “Por
amor do qual, perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a
Cristo”. Amor é sintonia. O profeta Amós exclama: “Andarão dois juntos,
se não houver entre eles acordo?”. Amor é sacrifício. “Apresentai os
vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto
racional”. Amor é estilo de vida. A Bíblia diz: “todos os vossos atos
sejam feitos com amor”. O Senhor nos pergunta como perguntou a Pedro: tu me
amas? Será que podemos responder como ele? Se não amarmos de fato ao Senhor,
jamais nos envolveremos com o ministério da Igreja.
A IMPORTÂNCIA
DE AMAR A PALAVRA. Quando amamos o Senhor, também amamos e nos alegramos na sua Palavra.
Amar a Palavra não é tê-la como um talismã ou uma vara de condão, ou torna-la
um Urim e Tumim. Amar a palavra é examinar, estudar, ler, obedecer, ensinar,
pregar, enfim é deixar que a Palavra de Deus nos molde e nos transforme em
homens e mulheres de Deus. Para isso é preciso ter um compromisso muito sério
com as Escrituras. O mundo precisa de homens e mulheres que preguem, que sejam
profetas de fato e clamem “assim diz o Senhor” pois a Palavra é: Inspirada por
Deus; Viva e eficaz capaz e penetra no profundo do ser humano; Lâmpada para os
pés e luz para o caminho dos perdidos; Aquela que permanece para sempre; Aquela
que não volta vazia. Mais uma vez queremos ouvir a exortação de Paulo a Timóteo:
prega a Palavra (2 Timóteo 4.2). De fato nós amamos a Palavra? Se a amamos
devemos pregá-la.
A IMPORTÂNCIA
DE AMAR A IGREJA. O amor a Jesus, o amor a Palavra nos leva a amar a Igreja. É amar uma
causa, o Reino de Deus. Ninguém morre por uma causa que não ama. A igreja não
precisa de profissionais, mas de homens e mulheres que sintam as dores de parto
pelo rebanho. Quando profissionalizamos a Igreja, excluímos muitos do trabalho,
porque a maioria não são profissionais. O sacerdócio de todos os crentes
precisa ser resgatados urgentemente. Precisamos de homens como Paulo, como
Moisés, homens e mulheres como o próprio Jesus, que viu as multidões e
compadeceu-se delas (Mateus 9.36). Se de fato amamos a Igreja de Jesus, vamos
fazer aquilo que ele nos manda. Vamos nos envolver com seu ministério, vamos
dedicar nossos talentos, vamos empregar nossos recursos, vamos nos doar pelo
Reino.
Quando
perguntaram a A. Schweitzer por que estava trabalhando na África, “por amor a
Ele - Jesus” respondeu. Quando Loide B. Andrade pensou de deixar os índios
caiuá (Mato Groso), Deus lhe perguntou: “você quer amá-los com o seu ou com o
meu amor?” Agora o Senhor nos faz a mesma pergunta que fez aos apóstolos naquela
manhã: tu me amas? Que resposta daremos ao Senhor? Que o Senhor nos ajude e nos
faça canais de amor a Ele, à sua Palavra e à sua Igreja.
21 de jan. de 2012
92ª Assembleia da CBB
Russel Shedd estará ministrando na Assembleia da Convenção Batista Brasileira que acontece em Foz do Iguaçu de 20 a 24 de Janeiro de 2012.
Veja a programação completa CLICANDO AQUI e participe.
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