12 de jun. de 2012

Longe da Graça há Condenação




Texto: Gálatas 1.6-12
Grande Ideia: “O afastamento da Graça gera condenação”

1.      Inconstância e juízo (v.6-9)
  
APLICAÇÕES
1. A inconstância dos gálatas consistia no fato de que estavam querendo deixar (pular de um para outro, transpor) aquilo que Cristo já havia conquistado e eles estavam desfrutando, para trocar por algo que esteva sendo oferecido, mas que não era certo que iria acontecer. Em outras palavras estavam trocando o CERTO pelo DUVIDOSO.
2. Não podemos ficar espantados que pessoas decidam se afastar de Deus e voltar para as coisas do mundo.
3. Vemos aqui a falta de disposição para resistir. Assim como o povo no Sinai, que se ajoelha diante do bezerro de ouro, ou do filho pródigo decide deixar a casa do pai para usufruir dos prazeres do mundo.
4. O evangelho transfere o crente da maldição para a área da benção, mas por meio da apostasia o abençoado escolhe novamente seu lugar no âmbito da maldição.


2.      A quem agradar (v.10-12)

APLICAÇÕES:
1.      Agradar a homens e a Cristo ao mesmo tempo é impossível, pois não podemos seguir a dois senhores (Mat. 6.24). Se somos escravos de Cristo não podemos querer o favor dos homens, mesmo que isso traga prejuízos sobre nós.
2.      O que é mais fácil, seguir as leis, normas, proposições, desvaneio de certos líderes que se dizem cristãos, mas que estão bem longe dos princípios bíblicos, ou seguir aquilo que Jesus nos deixou como mandamento para nosso estilo de vida.
3.      Esse é o nosso grande dilema hoje como crentes, identificar a quem nós estamos agradando? Ao pastor? Aos irmãos da Igreja?
4.      Por querer agradar aos homens (família, amigos, etc) deixamos nos persuadir e nos afastamos do Senhor, mesmo sabendo o que temos que fazer e que decisões tomar.

Informativo 10 Junho 2012



Você sabe a origem das Festas Juninas? Leia CLICANDO AQUI. Ainda: 19º Desafio de Amar; Agenda da Semana, e muito mais.
Pr. Elias Colombeli

6 de jun. de 2012

Salvação pela Graça



Texto: Gálatas 1.1-5
Grande Ideia: “A Salvação é pela Graça mediante a Fé em Jesus”

1.      Estudar Gálatas é como sair de casa a noite num ambiente rural. A princípio se enxerga pouco, mas aos poucos os olhos vão se adequando e se começa a ver o contorno das coisas. A pergunta central de Paulo parece não significar nada para o homem moderno: “Acaso homens cristãos têm de se fazer circuncidar?”
2.      Hoje há os “gálatas insensatos”, são cristãos que foram iluminados pelo espírito e libertados, mas que agora oferecem seus pescoços para ser colocada novamente a canga de sistemas e normas que morreram com a crucificação de Jesus.
3.      Não há dúvidas que Paulo (nome romano, seu nome hebraico era Saul, ou Saulo) é o autor desta carta (Gal. 1.1, 5.2) escrita entre 53-54 a.C. o que não significa que ele tenha escrito o texto, tudo indica que um amigo tenha sido o escriba (Gal. 6.11). Paul plantou as igrejas na primeira viagem missionária.
4.      Esta carta foi enviada para uma federação de igrejas domiciliares de uma única cidade, e a carta fazia rodízio nas reuniões onde era lida. Essas igrejas estavam estreitamente ligadas, tinham tanto em comum que para todas servia a mesma carta, diferente das 7 igrejas na Ásia (Apo. 2,3). Eram igrejas de caráter urbano, de leitores cultos, pois exigia esforços intelectuais, provavelmente na capital da província.
5.      O motivo da carta ser escrita foi a confusão nas igrejas. Essas novas igrejas com menos de cinco anos, estavam a ponto de seguir a estes pregadores, abandonando o cristianismo. Elas eram formadas de gentios convertidos, começaram bem e não haviam problemas, até a chegada dos judeus cristãos, pregadores itinerantes estranhos que:
a.      Proclamam mas pervertem o evangelho; (1.7)
b.      Perturbam os gálatas; (5.10)
c.       Impedem a corrida; (5.7)
d.      Persuadem e constrangem pressionando-os; (5.8; 6.12)
e.      Tentam afastá-los e isolá-los de Paulo e de sua obra missionária. (5.12)
6.      Quem eram os inimigos? Eram os “judaístas” não os judeus (613 mandamentos no AT – 365 ordens e 248 proibições). Eram agitadores judeus convertidos que queriam realizar uma missão consecutiva, corretiva, nos lugares onde Paulo atuou. Trata-se de uma divisão interna, a ala radical dos judaico-cristãos, que davam a lei um peso maior que o evangelho. Eles ainda:
a.      Questionavam a autoridade de Paulo como apóstolo;
b.      Combatiam a liberdade frente à lei em três aspectos:
                                                              i.      Sua exigência central era a circuncisão (5.2,3; 6.12,13);
                                                            ii.      Observação das festas judaicas, sobretudo o sábado (4.10);
                                                          iii.      Observações quanto à comida (2.11,12).
c.       Trazer insegurança pelas deficiências morais no meio deles.
7.      Um resumo da Carta aos Gálatas: “Os mestres cristãos-judaizantes queriam que os gálatas se voltassem contra Paulo e que fossem circuncidados, observando o ritual da lei para serem salvos. Paulo argumenta que a salvação é completa em Cristo, pois quem crê nele foi justificado, adotado, renovado e feitos herdeiros de Deus. A fé em Cristo liberta para sempre da salvação pelas obras da lei, pois ela é vã, não traz salvação, mas só pode condenar, pois ela escraviza. Quem volta para lei perde a graça de Deus.”

ANÁLISE DO TEXTO:
v.1 “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”
a) “Paulo” o nome que o tornou conhecido como apóstolo aos gentios, nome este herdado NÃO na sua conversão em Atos 9, mas quando viera as primeiras conversões de gentios (Atos 13.1,2,7,9,13).
b) “Apóstolo” não devoto, inteligente, não alguém que fala de si, mas quem foi chamado e vocacionado pelo próprio Cristo. Assim ele coloca o ser humano de lado “não da parte de homens, pois havia os apóstolos das igrejas nem líder de qualquer igreja, e sua mensagem não era “por intermédio de homem algum”.
c) Sua mensagem era “por Jesus Cristo” e “por Deus Pai”, ou seja, tem como fonte o glorioso poder de ressurreição de Deus e Pai.

v.2  “e todos os irmãos meus companheiros, às igrejas da Galácia”.

a) “E todos os irmãos” unidos no serviço missionário, que unidos e juntos exercem responsabilidades. Paulo era apóstolo (alguém que pede em lugar de Cristo), não um bispo monarca (que governa no lugar de Cristo).
b) Ele então revela os destinatários “às Igrejas da Galácia” que já falamos sobre isso no começo.

A saudação nos versos 3 a 5 tem um tom litúrgico, termos já usados anteriormente nas saudações cristãs, é o nosso “evangeliques”.

v.3  “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo”

a) “Graça” não no sentido de inclinar-se no relacionamento de pessoa para pessoa, mas “graça da parte de Deus” o que significa Deus dizer: “Aqui estou, estou com vocês, sou de vocês, vocês são meus”.
b) “Paz” traduzindo o shalom significa que de tanta graça, vem a paz, ou seja, somos restaurados pela elevada e forte paz vinda de Deus e Cristo.
c) Paulo segue a instrução do próprio Senhor em Mat. 10.12,13 de saudar com a paz quando entrar na casa de alguma pessoa.

v.4  “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai”

a)      se entregou” Paulo destaca que o principal que Cristo fez foi morrer por nós, mais que seus títulos, mais que seu ministério, mais que curas e milagres. A morte de Cristo foi o ponto alto de sua vida.
b)      pelos nossos pecados” não em favor dele mesmo, mas assumiu o lugar e a culpa da humanidade. Vemos nisso um Deus que se oferece, para quem suas criaturas são preciosas e por isso se empenha por elas, pois a morte de Cristo foi “segundo a vontade de nosso Deus e Pai”.
c)      Chegamos então no propósito da morte “para nos desarraigar deste mundo”, para nos resgatar de onde não podíamos sair por nós mesmos.

v.5  “a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”

a)      Após mencionar o grande feito de Deus, ele acrescenta uma glória, levando a igreja a adorar aquele que agiu em favor deles. Deus não apenas agiu assim, mas ele é assim.

5 de jun. de 2012

Informativo 3 junho 2012


Demorou mas saiu, não foi por nossa culpa, o servidor não estava nos servindo. Clique aqui e leia nossas informações desta semana.
Pr. Elias Colombeli

4 de jun. de 2012

Álcool e Educação



O mês de junho é caracterizado pelas Festas Juninas. Para uns é uma manifestação cultural, onde se exalta os costumes caipiras. Isso é um pouco contraditório, pois ninguém gostaria de ser chamado de “caipira”. Para outros é uma festa religiosa em homenagem a São João. Mas há outra questão em jogo: é nessas comemorações que se evidencia a hipocrisia na educação.
As Festas Juninas normalmente são organizadas por entidades educacionais e religiosas (Igrejas), que o fazem para arrecadar fundos para sua subsistência, ao fazer isso elas se distanciam do seu propósito que é educar de forma contínua, dentro e fora da sala de aula. Uma educação integral é que se espera das entidades educacionais e dos educadores.
Segundo o escritor James S. Spiegel o termo “hipocrisia” vem do grego hypokrisia (encenar um papel no palco), e é geralmente definida como o “fracasso em praticar aquilo que se ensina”. Sobre isso o próprio Jesus disse certa vez aos Fariseus e Mestres da Lei: “Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mateus 23.28). Ao todo Jesus pronuncia oito vezes a expressão “ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas”.
A hipocrisia na educação se revela no fato de que, em certos casos o discurso não condiz com a prática. Se uma entidade educacional promove um evento no qual ela disponibiliza bebidas alcoólicas, e porque não dizer, incentiva o seu consumo; com que autoridade esta mesma entidade educacional poderá conscientizar os jovens e adolescentes que as drogas fazem mal a saúde?
Toda entidade educacional tenta “educar contra as drogas” através de palestras, testemunhos de ex-viciados, textos de reflexão, etc., mas às vezes essa entidade se esquece que este discurso precisa ser visto pelos educandos nas ações práticas. Por isso, ela deveria ser a primeira a erguer a bandeira contra a comercialização e uso de bebidas alcoólicas, principalmente onde houver a presença de crianças e adolescentes.
É do senso comum que o álcool e o cigarro, assim como os remédios, são chamados de “drogas permitidas”. Muitas das vezes, a criança que viu ou provou de uma bebida alcoólica numa Festa Junina, será o adolescente ou jovem que hoje está fazendo uso de álcool nas baladas, muitas vezes livre da fiscalização dos órgãos competentes. Não é difícil verificar a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade, ato este que segundo a lei é proibido.
A criança que cresce num ambiente permeado por bebida alcoólica, e chega à adolescência com liberdade para consumi-la, é um sério candidato a se tornar dependente. Para evitar isso é preciso combater a raiz do problema, ou seja, “educar a criança contra o álcool” com palavras e ações práticas. Esta tarefa não é só das entidades educacionais, mas da família, da sociedade e das autoridades públicas.
Pr. Elias Colombeli